Pújá
Um dos elementos que caracterizam a uma prática de Yôga de linha tântrica é o pújá. O pújá no Yôga Antigo tem como principal característica uma oferenda/retribuição de energia tanto em um aspecto subjetivo ou em um aspecto mais objetivo. Existem duas formas de pújá, báhya e manásika.
No báhya pújá, cinco objetos materiais são mais tradicionais: flores, frutas, tecidos, incenso e dinheiro, no entanto existe um número infito de variações no báhya pújá. É muito comum também que instrutores recebam músicas para ministrar aulas ou coreografias.
Do outro lado e muito mais forte existe o manásika pújá (pújá mental). Esse é caracterizado por uma oferenda de amor, carinho, admiração, lealdade, votos de saúde e principalmente pelo comprometimento de executar uma ação ou realizar algo em prol de seu Mestre ou do seu Professor. A pureza e qualidade de qualquer pújá é algo imensurável, vem e nasce a partir de um sentimento interno chamado bháva.
"Bháva significa sentimento, conduta, amor, inclinação da mente. É a reverência ou sentimento profundo, intenso, que potencializa e dinamiza a força do exercício. Sem bháva, o pújá não é pújá, o mantra não é mantra, e assim por diante: o Yôga não é Yôga." Extraído do livro "Faça Yôga antes que você precise" do Mestre DeRose.
Se sem bháva, pújá não é pújá, podemos separar em vários tipos de bháva. Existe o pújábháva que se divide dentro do báhya pújá e o manásika pújá. O japabháva, que é executado a partir da repetição de mantras, o dhyánabháva, que é gerado a partir de ampliar a concentração no objeto ou pessoa, e por último e mais importante de todos os bhávas é o swabháva. O swabháva, segundo o Gandharva Tantra, "aquele que está sempre unido ao seu adorado perceberá, certamente, sua presença em tudo o que vê, ouve, sente, cheira; em qualquer ser da natureza, mineral, vegetal ou animal; em todo objeto e pessoa, em toda a comida e bebida, na música, nas roupas, nas festas, desde o estado de vigília até o de sono profundo. Quando, enfim, a presença do outro é uma constante em seu coração, tal praticante, estará em swabháva".

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